E agora, imprensa?
Em uma entrevista concedida à Folha por e-mail, Oscar Niemeyer, do alto de seu século de vida, consegue escapar das costumeiras arapucas que os repórteres tentam, e conseguem na maioria das vezes, armar aos entrevistados.
Levantando assuntos polêmicos e fora de propósito, como terceiro mandato, Hugo Chávez e Evo Morales, os entrevistadores tentam conduzir, como sempre, o entrevistado à pautas já desgastadas, inoportunas, cansativas e neuróticas. Perderam a grande oportunidade de obter uma excelente entrevista com um dos gênios brasileiros mais respeitados interna e externamente.
A matéria só não perdeu a excelência pelas respostas claras, curtas e objetivas de Niemeyer. Curto e fino. De uma fineza que deve ter causado muita decepção e espanto na redação. Não foram, com certeza, as respostas esperadas para fomentar a histeria da imprensa.
E agora, José? É, tem que publicar. Dirão que o grande mestre deve estar ficando gagá?
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